quinta-feira, 10 de abril de 2008

Ajuda-me Senhor!!!


Vou em busca do ponto final.
Esteja ele onde estiver, seja ele qual for!
Está quase na hora de cometer a maior loucura da minha vida. É certo que não foram muitas, mas nunca pensei ser capaz de cometer uma loucura de amor.
Eu que dizia que nunca iria sofrer por homem nenhum, sempre o gritei para quem quisesse ouvir!
E agora…
Agora, vivo há dois anos à espera do meu primeiro amor – embora ele não me dê qualquer notícia, qualquer réstia de esperança.
Agora, estou de partida para os seus braços.
Mas não sei se os vou encontrar.
Não sei se eles se vão abrir para mim.
Para falar a verdade, não sei para onde vou.
Apenas sei para onde quero ir: para junto de dele. É só o que quero.
Será pedir muito, meu Deus?
Ajuda-me a encontrá-lo!
Não Te peço que tomes conta dos seus sentimentos, ou que faças com que as suas palavras sejam as que tanto anseio ouvir. Não Te peço isso.
Peço-Te, sim, que tomes conta dos seus movimentos, dos seus paços.
Do seu caminho!
Peço-Te que faças com que o meu caminho se cruze com o dele.
Eu só quero ter uma resposta – sim ou não… tanto faz.
Só quero a resposta.
Preciso dela como do ar para poder viver.
Preciso dela para seguir o meu caminho, com ele ou sem ele.
Preciso é de seguir um caminho.
Tu és testemunha do quão à deriva eu ando.
Só Tu sabes como esta história de amor, cheia de reticências e interrogações, representa um gigante obstáculo na minha vida.
Ela bloqueia-me os movimentos, os sentimentos…a vontade.
A vontade de viver.
Por favor, diz-Lhe para ele vir ao meu encontro.
Ajuda-Me a voltar a viver.
Por favor, ajuda-me Senhor.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

De mãos dadas, como dantes: como sempre!


(porque não te deixas contagiar?há pessoas que são demasiado influenciáveis, outras que não se deixam influenciar nada! tu és a 2ª hipótese.)


Acabas-te de me dizer que gostavas quando eu te dava conselhos...Poucos minutos antes, eu tinha acabado de escrever as palavras que estão entre parêntesis.

Eu não sabia que tu davas importância aos meus conselhos, muito menos que, na sua maioria, os tinhas em boa consideração!
Fiquei tão contente – feliz mesmo.

Desisti de ler os teus emails porque achei que não havia nada que te pudesse dizer, capaz de te acalmar a alma. A sério.

Julguei já não ser importante para ti. E assim fui deixando que a nossa amizade perdesse a essência, que lhe é tão peculiar.

Uma amizade que é só nossa. Fomos nós que a construímos, não há outra igual.

A culpa é da ausência e dos medos que a vida nos vai impingindo.

Tenho saudades de ser tua amiga.

Os amigos reconfortam, chateiam-se, magoam-se, protegem-se, etc.

Já não te oiço os silêncios, como dantes!

Já não os conheço.

Há tanto tempo que não vejo o teu olhar.

Era ele quem me contava as tuas dores, só ele me segredava as verdadeiras palavras que existiam em ti, aquelas que precisavas de disparar, aquelas que os teus medos sufocavam. Agora, bordas as palavras de tal forma, e partilha estas com tantas pessoas que desconhecia serem tuas amigas (no importante valor da palavra que só nós conhecemos) –, que quando chegam a mim parecem vir ao engano.

Não digo isto por ciúmes, acredita. É apenas o que sinto.

Um dia passei os olhos por uma rapariga chamada Liana, que não se dava a ninguém.

Mais tarde vim a conhecer a Andreia, que se entregava a mim e a mais dois ou três amigos.

Nos últimos tempos, essa minha amiga Andreia tem-se revelado, à distância – sem que eu lhe possa ouvir o olhar –, outra pessoa.

Não é que eu me importe com a mudança, não. A mudança não me aflige, de todo. Aliás, acho que a tua mudança até tem sido para melhor.

Mas os céus que nos separam não me têm deixado aprender-te, outra vez.

E eu quero, juro que quero.

Mas sem o teu olhar, o nosso olhar, é tudo muito mais difícil.

Somos tão parecidas.

Tu bloqueias os sentimentos e eu bloqueio as palavras.

Sem querer, e sem o sentirmos, às vezes deixamos que se crie um vazio enorme entre nós.

Este demora tanto tempo a desfazer-se que, quando finalmente conseguimos preenchê-lo já chegou outra vez a hora de partires.

Não quero que as minhas palavras te magoem. Não quero.

Quero que elas nos elucidem.

Nos ressuscitem a espontaneidade da criança que há em nós.

Basta isso, porque o amor está lá… sempre esteve.

Os adultos teimam em deixar de dizer, em deixar de plantar, de regar...

Depois não tem o que colher!!!

Nem o silêncio dos teus olhos, nem os céus que nos separam, nem mesmo os as palavras extremamente bordadas e impessoais serão capazes de nos desenlaçar as mãos!


Adoro-te!

E agora espero não deixar, novamente, que as palavras nos morram.

Agora sei que alguns dos meus conselhos te são úteis.

Ainda precisas que te descubra o olhar e te adormeça os medos.

Isso basta-me para perceber que – sejas tu a Liana, Andreia ou outra qualquer – o teu coração é o mesmo, estejas tu onde estiveres.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Amor verdadeiro


Não aguento mais aprisionar as palavras.
Preciso de as disparar contra ti. É urgente.
Mas não posso fazer isso, não é justo. O que tens tu a ver com as minhas saudades, com as mazelas que elas me causam e com todas as coisas bonitas que tenho para te dar? Sim, porque eu tenho-as, sei que as tenho. É verdade que muitas já estão podres, admito. Mas não tenho culpa. Pois, se sou a primeira a oferecer-te o melhor de mim, se te quero sempre dar, com o maior prazer, o que tenho e o que não tenho, apenas pedindo em troca uma única coisa: que as recebas. Só preciso que te mostres interessado em receber as coisas bonitas que tenho em mim. Então, que culpa tenho eu de estar a apodrecer? Nenhuma. Foste tu que não as quiseste. Claro que, uma vez por outra, me escapou alguns soluços de dor. Mas só de vez em quando. Caramba!
Isso agora também já não interessa. Não as descobriste…não me descobriste. Acabei por me cansar. É-me legítimo. É extremamente cansativo passar a vida a mendigar um bocado de atenção. Quando ma davas eu ficava histérica. Depois passava dias e dias a recordar aquele momento delicioso. Recordava o momento até absorver a maior quantidade de carinho possível, até à última gota.
Mas isso não é vida para ninguém. Passar os dias a recordar o passado para conseguir alguma felicidade que me ajude a ultrapassar a solidão do presente. Que raio de vida é esta? Finalmente percebi que esta rotina não tem futuro. Pelo menos aquele que eu sonho um dia vir a viver. Por isso, acabou.
Vou olhar para mim, por mim. Não vou mais desistir de mim só porque tu não me dizes o que preciso de ouvir. Não vou permitir que mais nenhuma desilusão me faça sequer pensar em desistir dos meus planos. Vou caminhar a passos largos, rumo ao futuro – ao meu futuro.
Acabaram-se as mensagens voluntárias, as visitas surpresa, as palavras magica que te declamo sempre que delas necessitas. As palavras certas, na hora certa, sem precisares de abrir a boca para mas pedires. Acabou, percebes?
Eu também tenho coração, sentimentos, problemas.
Eu às vezes também choro de noite, também ando à deriva.
Mas a culpa é minha, eu sei. Eu é que te habituei mal… Mas sabes porquê? Porque te amava e quem ama é capaz de tudo. Quem ama perde o raciocínio. É o coração quem comanda todos os gestos. Mas, sem amor o coração enfraquece, adoece, morre. Chega uma altura em que já não consegue pensar e é a cabeça que volta a ter o comando da situação. Foi o que aconteceu connosco. Comigo. Tu não me alimentaste o coração. Deixaste-o morrer à fome. Foi então que recuperei o raciocínio.
Agora, finalmente, consigo ver as coisas como elas são. Eu amava-te, por isso adivinhava-te, adivinhava o que sentias. Já tu, nunca me adivinhaste, nem uma única lágrima foste capaz de decifrar.
Tu não me amas.
O amor só merece viver se for alimentado por duas pessoas. Caso contrario não é amor, é sofrimento.
Eu já amei e já sofri.
Agora quero, e vou, apenas viver.
Viver por mim!

domingo, 30 de março de 2008

Vida de artista

~

CORREM
AMAM-SE
GRITAM
PINTÃO-SE

HÁ SAUDADE
HÁ NERVOSISMO
HÁ DESEJO

TANTA ALEGRIA
TANTA TRISTEZA
SÃO TORBILHÕES DE EMOÇÕES
AS MINHAS
AS TUAS
AS DELES

VESTEM-SE
CANTAM
DANÇAM
FINGEM

É A MINHA CENA
É A DAQUELE
E A VOSSA TAMBÉM

PARTILHAM AMOR
PARTILHAM CARICIAS
PARTILHAM HISTÓRIAS DE VIDA
A CADA DIA QUE PASSA
HÁ MAIS SAUDADE DO AMANHÃ

É A MINHA CENA
É A TUA
É A VOSSA CENA
É A VOSSA PEÇA

DESPEM-SE
E DE UM MOMENTO
PARA O OUTRO
DEIXAM DE SER O TUDO
PARA SER O NADA
DEIXAM DE SER ALGUÉM
PARA SER O NINGUÉM...

Para as Mães, fies jardineiras!


As flores precisam ser regadas com frequência, se assim não for começam a murchar e, a longo prazo, acabam mesmo por morrer!

Para quê plantar uma flor se depois não cuidar-mos dela? Não é justo…
Acredito que se cada pessoa tivesse um jardineiro, que cuidasse fielmente de si, o mundo seria muito mais florido.

Conheci algumas flores nalgumas das quedas que dei na vida. Olhei-as, conheci-as, e abracei-as. Foram quedas que aconteceram no sítio certo e na hora certa. As minhas flores fizeram de mim uma pessoa melhor e todos estes sentimentos que hoje moram em mim, foram elas que me deram e que me ajudaram a descobrir!
É bom ter um fiel jardineiro que cuide de nós, que se preocupe connosco…mas também é maravilhoso desempenhar o papel de fiel jardineiro e ter o prazer de ter flores a quem dar carinho. É uma recompensa mais que suficiente. Nos dias mais cinzentos, basta lembrar-me delas e logo nasce um sol no meu olhar. Um sol que é só meu – porque mais ninguém o consegue sentir –, que me ilumina a alma e não permite que no meu coração se faça noite! Afinal, as minhas flores ainda precisam de cuidados… não as posso, nem quero, ver tristes.
Um fiel jardineiro, aconteça o que acontecer, nunca abandona a sua flor.
E assim sou eu, uma fiel jardineira, que nunca há-de deixar de cuidar das suas flores predilectas, assim elas o queiram!


Este texto tem a ver com o dia da mãe – embora possa não parecer!
Uma mãe tem a função de ser uma fiel jardineira para as suas flores.
Assim como eu me sinto uma fiel jardineira para os meus amigos, uma mãe também o é para os seus filhos.

Sei que já o disse milhões de vezes, mas faço questão de repetir: és uma mãe extraordinária, uma jardineira docemente fiel e dedicada. Parabéns!
Sei que, tal como eu, Tu também temes que um dia as tuas flores deixem de precisar de ti.

No meu caso, eu corro esse risco porque não fui eu que plantei as minhas flores… eu apenas as achei e decidi tentar cuidar delas, o melhor que sei e posso.

Já no teu caso, foste Tu que semeas-te as tuas flores e, por mais que elas cresçam, elas irão precisar dos teus cuidados eternamente. Numas alturas precisarão de ser regadas e tratadas com mais frequência e atenção, noutras alturas com menos, mas não há flor que sobreviva sem cuidados durante muito tempo.

Mais cedo ou mais tarde, acabam sempre por se aperceber que a chuva do Inverno não é suficiente para lhes matar a sede o resto do ano…

Garanto-Te.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Teatro


Hoje é o teu dia, meu eterno amor…
Peço-te desculpa por ultimamente estar tão afastada de ti, confesso até que te tenho evitado! Não me leves a mal, é que perante toda a tua história de vida e toda a tua grandeza, sinto-me insignificante. Quando estou contigo sinto as tais borboletas na barriga e perco a certeza dos meus sentimentos por ti!
Se não te tenho anseio-te, mas se te tenho fujo…
Uma coisa posso-te garantir: nunca o meu amor, a minha paixão e o meu respeito por ti se irão desvanecer.
Espero um dia sentir-me merecedora da tua companhia e, então, contigo conseguir criar belas historias – que contribuam para enriquecer, ainda mais, a tua historia –, e que mexam com o coração e com a vida das pessoas, que nos presentearem com as suas presenças.
Porem, como a vida nem sempre corre como nós queremos, caso todos estes meus desejos não se venham a concretizar, prometo que, embora de longe, o meu olhar atento e os meus aplausos acompanharam todos os teus passos!
Parabéns meu amor, teatro!

Da tua eterna admiradora e apaixonada Patricia Resende

quarta-feira, 26 de março de 2008

Que idiota!!!!!

Tenho uma amiga que está a atravessar uma fase complicada. Já há algum tempo que não tinha notícias dela, até que, esta manhã, ela me enviou uma mensagem, a desejar-me um dia feliz. Fiquei radiante ao ler aquelas poucas palavras, pois, por norma, as mensagens que dela recebo são apenas respostas às que eu lhe envio. De maneira que fiquei verdadeiramente feliz pela sua iniciativa. Respondi-lhe de imediato, agradecendo as suas palavras e perguntei-lhe como estava…ao que ela me respondeu que estava bem.
Eu, Flor Beatriz, em vez de me satisfazer com aquela resposta, como faria qualquer outra pessoa, não. Armei-me em super mulher! Comecei a pensar nas mensagens, que essa minha amiga me enviou, e então, com o meu sexto sentido apuradíssimo – como sempre –, fiquei com a sensação que ela não estava tão bem como quis fazer parecer. Deduzi que, talvez, precisasse de uma amiga a seu lado, mesmo que fosse, apenas, para partilhar uns escassos minutos de silêncio.
Assim, depois do almoço, apanhei um táxi rumo à escola onde ela dá aulas. Quando lá cheguei, perguntei por ela e uma auxiliar retorquiu-me que ela se encontrava numa reunião. Sentei então num banco do refeitório há sua espera. Entretanto, passado pouco tempo, ela chegou. Dei-lhe um forte abraço e tentei perceber como estava o seu estado de espírito, na realidade. Claro que, para não variar, ela vestiu o seu melhor sorriso e reforçou a ideia de que estava tudo bem. Trocámos mais meia dúzia de palavras e ela acabou por dizer que tinha mesmo de ir para casa, e assim foi. Ela foi para casa e eu fui à procura do café mais próximo para me refazer daquela situação!
Após me despedir dela, fui invadida por uma sensação de vergonha, pela figura que tinha acabado de fazer. Senti-me uma perfeita idiota e fiquei cheia de raiva de mim mesma, por estar constantemente a dar mais do que me pedem… Porquê?! Se ninguém faz isso comigo, porque é que teimo sentir a dor dos outros?! Porque é que não fiquei na minha casinha, deitada no sofá a ver televisão?!
Nunca te aconteceu isto? Tomares uma iniciativa, agires com a melhor das intenções e depois sentires que de nada te valeu? Sentires que o passo que deste foi estupidamente em vão e que mais valia teres feito como todos os outros: fingir que tudo à volta corre bem! Pior do que isso, acabares por sentir que o motivo que te levou a dar aquele passo, que transbordava boas intenções, perdeu completamente a razão de ser… a ponto de tu própria te questionares o porquê de o teres dado!
Nunca te aconteceu isto?
Olha, a mim já me aconteceu.
Passa a vida a acontecer-me – esse é que é o problema!
De cada vez que isto me acontece, juro sempre que aquela será a ultima vez que me armo em boa samaritana. Mas acabo sempre por cair na tentação e lá se vai de novo o meu pobre coração. Se soubesses como ele fica depois destas quedas… fica partido em pedacitos tão pequenos, tão pequenos, que depois para os achar é um caos! Já para não falar no trabalhão que tenho para o montar. Às vezes leva meses e mesmo assim fica sempre uma brecha por tapar.
Mas, mais cedo ou mais tarde irei aprender a lição…
Ou será que não tenho emenda?!